Promotor que investigou Mão Santa por compra de votos fala do seu afastamento e diz que vai recorrer

Promotor aponta corrupção na eleição de Mão Santa

Promotor aponta corrupção na eleição de Mão Santa

O promotor de justiça Antenor Filgueiras, que investigou o candidato eleito Mão Santa, por possíveis crimes eleitorais, divulgou nota de esclarecimento sobre a decisão judicial que o afastou do processo. Por ocasião da eleições ele afirma ter flagrado a troca de gasolina por votos em favor do candidato eleito, entre outros crimes que podem resultar da cassação do registro de candidatura ou impugnação do mandato eletivo. No primeiro caso, Mão Santa seria impedido de ser diplomado e, consequentemente de assumir a Prefeitura.

Antenor Filgueiras explicou que seu afastamento não significa o fim das investigações e da marcha do processo.

Como Promotor de Justiça, na qualidade de Promotor Eleitoral do Núcleo de Promotorias Eleitorais de Parnaíba – N. P. E., que engloba a 3° Zona Eleitoral e a 4° Zona Eleitoral, efetivamente criado pela Portaria Conjunta PRE/PGJ – N°. 002/2016, infelizmente tenho presenciado uma forte campanha buscando denegrir a minha pessoa, a minha família e o meu trabalho. “O Ministério Público é UNO e INDIVISÍVEL, portanto, seja eu ou outro Promotor, sempre haverá um homem ou uma mulher, na qualidade de Fiscal da Lei, com coragem para trabalhar em defesa da Verdade Real, do Estado Democrático de Direito e do Voto Consciente”, explicou. O promotor disse ainda que não se conformará com a decisão, e já busca reverter a decisão judicial através de recursos para a instância adequada.

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Promotor Antenor Filgueiras

Minha conduta no nível pessoal e profissional sempre foi pautada no respeito e no compromisso com as minhas atribuições, onde destaco ser um exímio Fiscal da Lei.

Aqui recebi as agressões com naturalidade, pois sei que a sociedade tem pleno conhecimento, que elas não estão vinculadas à “verdade real”, mas a objetivos outros que se contradizem com minha espinhosa missão. Se tenho o Mister de ser um Fiscal da Lei, naturalmente tenho também a convicção que todas as pessoas que vivem à margem da legalidade buscarão me atingir, sem escrúpulos.

No mais recente episódio, cristalinamente buscam transformar uma Decisão Judicial, exarada num pedido de suspeição – o primeiro em minha carreira, desde o concurso de 1988 – como se fosse algo capaz de calar a Justiça ou diminuir a Força da Lei.

O Ministério Público é UNO e INDIVISÍVEL, portanto, seja eu ou outro Promotor, sempre haverá um homem ou uma mulher, na qualidade de Fiscal da Lei, com coragem para trabalhar em defesa da Verdade Real, do Estado Democrático de Direito e do Voto Consciente.

Embora discorde de seu teor, eu recebo com respeito a decisão do Monocrático Julgador, da qual recorrerei na forma da Legislação Vigente.

Uma Justiça Forte se faz com Policiais, Advogados, Juízes, Defensores Públicos, Serventuários da Justiça, Delegados, Promotores, enfim, e todos os cidadãos que primam pela Lei e pela Ética.

Por isso, eu renovo aqui minha confiança no Ministério Público, na Magistratura e em todas as instituições da nossa República.

No momento em que “PODEROSOS GRUPOS” querem colocar amarras em Juízes e Promotores, exemplarmente tomo posição com respeito a com confiança na Lei, na Justiça dos Homens, mas principalmente na Justiça de DEUS!

ANTENOR FILGUEIRAS

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